Aurora lúgubre Que nos lança aos ventos sepulcrais Eterno pesar Vindo das paisagens assoladas Quem ainda olha as estrelas? Sob um céu decadente Antes da escuridão nos alcançar Teremos contemplado o verdadeiro fim Fulgor da escuridão Que abraça a solitude do ser. Eterna súplica As árvores de frutos mortos A desilusão do tempo Corrói o sentimento da existência Em silêncio inerte Minha presença soluça Nos vales da solidão Eu clamo pelo epílogo da alma Onde as folhas são cinzentas E as vicissitudes são perpétuas Pranto ao fado Na sombria vastidão branca Princípio da angústia Em campos de miséria