Na escuridão, no obscuro da noite Caminhas sem chão, rasgas a pele O sangue que cheiras é a morte por perto Palavras vazias percorrem-te a mente Obscuro, sombrio No escuro o vazio Procuras o nada E no escuro despertas Soturno Caminhando nas brumas das sombras Taciturno Viajando na vida entre a morte Não, não sei por onde ando Na busca, a busca do ser humano Grotesco, gritas de dor Um animal em busca do amor Soturno Desdenhando em desapego a noite Taciturno Deambulando sem norte na solidão É a vida que te leva É a terra que te move É a morte que te acena É um desgosto que te consome Obscuro, sombrio No escuro o vazio Procuras o nada No escuro despertas Obscuro, sombrio No escuro o vazio É a vida que te leva É a terra que te move É a morte que te acena É um desgosto que te consome É a vida que te leva É a vida que te leva Obscuro