Entre os fios desta trama infinita, a miséria se alastra como vermes. Estão feridos de morte. A pestilência polui o ar. Segue a caravana cega de mutilados e leprosos. Em convulsões, Ildabaoth traça sua tétrica geometria. Forja a fortaleza sádica onde cultua a miséria. Nos campos tingidos de sangue, no sangue dos santos ungidos, derrama a semente da morte cuja colheita brindamos. A linha do horizonte dividia os dois mundos. Vasto tapete mudo que abafa a carnificina. O fogo é a flor da chaga fervendo a carne fria. Nada mais que galerias de tormentos. Uma divindade sem luz corroendo a carne humana. Podres, nutriremos este chão com demência, loucura, imolação. Após a peste de mil dias, mil dias virão de escuro pleno. Outra vez a velha Serpente fará sua última proposta.