Os livros antigos estão abertos.
Símbolos fáusticos acendem minha alma.
Mandalas de mundos se abrem e giram,
engrenagem fractal do infinito.
Olho negro de uma entidade abissal,
assim como o nada expande e contrai;
a nervura cósmica do labirinto,
jogo dos deuses, jogamos às cegas.
Espelhos refletem os monstros mentais,
congresso de bestas que saltam, rastejam.
Espreitam as brechas da veste humana.
Jogamos despidos em pleno escuro.
Escritas reveladas à sombra do dia
cifram as paredes do Theatrum,
formas se combinam e dispersam
excitadas pela luz do Raio Verde.
Emblemas que são pactos secretos
povoam da daemônios todo o plano físico.
No regresso ao mundo das imagens
fantasmas tecem minha nova carne.