...antes que suas chagas me arrastem
pela Estrada dos Leprosos.
Nesta guerra muitos abatidos, esfacelados.
Pisoteamos mil mortos no escuro.
Alguns ainda gemem e cospem suas entranhas,
tomados pela insanidade em face da morte.
Membros devorados pelas feras noturnas
que rondam a penumbra extensa do espírito.
A mente é a chave para a Cidade Invisível,
O Palácio das Sombras além do Tempo.
Do sangue da guerra ecoam gritos infinitos.
Elohim, divino insano, nos deu a Noite.
Sua benesse foi a morte e a podridão.
A Terra, o túmulo, um navio da morte.
Elohim se contorce em seu riso,
Seu gozo é o vômito de nossa alma.
A música de suas esferas
Entoa uma orquestra de cristal.
Brindam as cordas da destruição,
O canto dos anjos.
É a catástrofe circular,
Lira que rompe o silêncio
E estrangula as vísceras.
A Cadeia Áurea
Seguem os abutres.