Nos vislumbres traiçoeiros por detrás da tormenta Algo paira sobre a minha displicente existência Na memória o simulacro de insalubres refúgios Transcendente como um astro e sua argêntea presença Toda glória e infortunio que o passado alimenta Como um rito,um ciclo oculto,um presságio ostenta Ante o tédio que fenece na longínqua demência Da virtude fez-se um marco qual sua voraz decadência Meu desamor fremente e minha mordaz desarmonia São as turvas torentes que rasgam os vales Disseminando sementes estéreis Minha dor,a face lepromatosa do meu ser O desespero assola o meu viver Como a névoa macilenta que acalenta a madrugada