Vagando pela margem do rio Segue caminhando inseguro Perseguição em sua mente Segue um vazio Sua mente o sufoca No olhar a denúncia Movido a angústia Em conforto se alivia Conhece seus limites Se afoga em desgosto No rio a ironia A margem exposto Condutor de seu caminho Cada barreira uma escolha Conhecedor de seus limites Cada escolha uma dor O medo não impede Seu contínuo caminhar A batalha não existe Se ele não a travar Se envolve dando voltas sem destino Por vezes lúcido, estranha o equilíbrio Mas querer viver pede a mortalidade O que virá depois do vazio?