Dissociação – Descompensação – Paranóia – Desconexão Memórias ocultadas por serem pesadas A mente desintegra as cenas passadas A identidade se perde no tempo Mas sou um alguém em algum momento Em minha direção – a neblina dificulta – a visualização – do que está reprimido Aceite o real, abrace a dor, não culpe o sofrimento Mude a projeção, aceite a si mesmo, não use sua sombra A realidade traz a angústia de ter cometido o avesso e o amoral A malícia de um paranóide Os instintos inconscientes Uma revolta por ego ameaçado Não domino meus pensamentos Vivo em meus desejos e fantasias O escuro paira na mente e contradições O luto, a dor e o tempo me dobra na mão Me torno um fantoche na minha melancolia Em meus delírios e alucinações Reprimo todos os vestígios da realidade A catarse é uma ironia no psicodrama A repugnância viril e a moral febril Preparando a lobotomia que vai resultar na explosão da minha mente Preparando a lobotomia que vai me arrancar as memórias indecentes Dispense anestesia. Fure minha visão e arranque o pedaço, uma reprogramação! Fui levado a acreditar Que minhas ações chegariam a me matar As visões eram mais reais Do que as terapias mensais