Trago dentro do meu peito
Uma odisseia sepulcral
Catedrais de carne e sangue
Preenchidas pelos tormentos do mundo
Corpus meum aegrotat
Trago dentro de minha consciência
Um cemitério de lembranças e dores
Túmulos de sonhos mortos
E mártires antigos
Enquanto as noites passam
Sinto o meu cérebro apodrecer
Esmagam, meu coração
E ainda assim eu sinto apodrecendo
Meu coração… Eu sinto
O meu corpo está doente
Minha alma está doente
Mas tenho plena ciência
De que não sou único
E nem o primeiro
A deitar-se com os vermes
E enfrentar essas quimeras
O meu corpo está doente
Minha mente está doente