natureza viva terra mãe, sua ferida essas chagas são maldição dessa queda infinita natureza morta não se renova, se savaniza reconstrói tua mazela pelo choro da floresta o mundo se desfaz sobre minha mão o pó da folha morta vai deslizando ao chão a falência do projeto civilizatório se anuncia o fim da era de extração que vê a terra como um recurso e assalta dos rios o seu fluxo a terra dá, mas ela quer de volta chegou sua hora de nos devorar o fim é o mesmo pra tudo que respira a vida não é útil meu corpo não é mercadoria sente agora o gosto do céu que veio a terra derreter suas entranhas